sábado, 19 de julho de 2014

REFLEXÃO DO TEXTO: O MODELO DOS MODELOS DE ITALO CALVINO


O Texto: O modelo dos modelos de Italo Calvino, relata a história de seu  Palomar que acreditava que por meio de  modelos resolveria tudo, porém compreendeu que para cada construção precisaria partir de vários modelos para realizar e que estes eram transformáveis,passíveis de mudanças e transformações e jamais conseguiria realizá-los com modelos iguais.

Com base na reflexão de seu Palomar, podemos dizer que na educação inclusiva os alunos não podem ser vistos com modelos, pois os alunos constroem o seu próprio conhecimento partindo de suas capacidades, limitações e potencialidades sem perder o direito de expressar os seus conhecimentos.

Os alunos Que apresentam Necessidades Educacionais não podem me não devem ser vistos como especiais ou diferentes por suas limitações, mas sim como alunos que podem desenvolver apesar de suas diferenças; Portanto para que isso se efetive na prática, principalmente no cotidiano do AEE, devemos eliminar as padronizações de modelos, onde o professor não sinta preso aos modelos e paradigmas, pois os caos não são homogêneos, pelo contrário, no Atendimento Educacional Especializado jamais encontraremos homogeneidade e sim heterogeneidade , podemos até encontrar casos semelhantes mas nunca idênticos, mesmo porque estamos falando de seres humanos cada um com sua especificidade, cada aluno terá uma forma de evolução de aprendizagem e de comportamento, por esse motivo faz-se necessário que o plano de AEE seja individualizado.

Apesar de muitas Teorias e Práticas terem avançados em relação a inclusão, ainda percebemos que de fato a quebra de modelos e paradigmas não é fácil, principalmente na educação inclusiva, pois algumas concepções, paradigmas e modelos estão enraizados, oferecendo resistência a mudanças, mas com persistência poderemos modificar esses conceitos e modelos.

A politica de Inclusão vem ao longo do tempo, buscando a não exclusão escolar e propondo ações que garantam o acesso e a permanência do aluno com deficiência no ensino regular;Portanto a inclusão depende de mudanças de valores da sociedade. 



  
Bibliografia: 
CALVINO, Ítalo. O Modelo dos modelos, UFC, 2014. 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Recursos e Estratégias em Baixa Tecnologia para apoiar o aluno com TGD em seu desenvolvimento

Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)?


Os Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades.


Atividades pedagógicas

A aprendizagem de Autistas se dá através de uma abordagem vivencial.   Todos os momentos e ambientes são utilizados como objetos de estudo. Na sala de aula, no parque, em casa, sempre haverá o que ser usado como objetos de aprendizagem. Na Escola primeiro exploramos  a própria sala de aula depois os demais ambientes. Devemos dar importância ao que mais agrada a criança para se iniciar um trabalho de adaptação/familiarização professor X aluno.


Aprendizagem

Há basicamente seis (6) áreas onde se trabalha a estimulação e a avaliação de cada competência .  São elas: Socialização, Linguagem (Emissão e Compreensão), Cognição, Cuidados Próprios, Motricidade.

Segue abaixo alguns modelos de atividades para desenvolvimento das habilidades dos alunos com TGD.

Cartões de comunicação


Descrição de imagem:

A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: 


 Sistema PCS

Possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades educacionais. O sistema de símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.

Prancha com símbolos PCS

Descrição de imagem:

Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas mensagens servirão para escolher alimentos e bebidas.



Atividade: Como Estou hoje?

O aluno pode demonstrar através de cartões como está se sentindo: Irritado, Alegre, Triste, Surpreso.



 Atividade: Pareamento de letras à vista de uma figura conhecida



 Atividade: Conceito Matemático: Grande X Pequeno



Atividade: Conceito Matemático: Cheio X Vazio ou  Muito X Pouco




 Atividade: Cores


 Atividade: Conceito Matemático: Tamanho
                      Linguagem: Grau do Substantivo



Atividade: Linguagem: História Seriada, Sequência de fatos


Atividade: Linguagem: Encontros Vocálicos



Atividade: Linguagem: Alfabeto
                   Escrita do Nome


Atividade: Numerais e Quantidade


Atividade: Motricidade e Linguagem


Atividade: Linguagem e Motricidade


Atividade: Rotina Diária





 

 Atividade: Linguagem: Dias da Semana


 Atividade: Linguagem e Rotina Diária





 
Atividade: Cores, Pareamento de Figuras, Pareamento de Palavras

Atividade: Encaixe por etapas

 

Atividade: Rotina

Referências:

Blogs de TA
Blog Dra. Miryam Pelosi - Tecnologia Assistivahttp://miryampelosi.blogspot.com/

Blog Bica - Cnotinfor
http://bica.cnotinfor.pt

Blog Tecnolologias da Informação e Comunicação na Promoção da Aprendizagem
http://nteassistivas.blogspot.com/
Blog Tecnologias Assistivas na Educaçãohttp://grupo4deftec.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Surdocegueira e Deficiência Múltipla

Diferenciando Surdocegueira de Deficiência Múltipla:


SURDOCEGUEIRA:
Deficiência Múltipla:


*A surdocegueira é uma deficiência única em que o indivíduo apresenta ao mesmo tempo perda da visão e da audição.

* É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual.

* A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla.


* Segundo o fascículo (AEE-DM), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.



*Deficiência múltipla é quando uma pessoa apresenta mais de uma deficiência,

* É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social;

* As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.


Semelhanças nas estratégias de ensino:

Tanto as pessoas que apresentam a surdocegueira como as que apresentam deficiência múltipla, demonstram uma comunicação não efetiva ou seja a comunicação é o aspecto mais importante e, por isto, deve-se focar nela sendo assim o ponto de partida para chegar a qualquer aprendizagem.

Com base nos textos lidos sobre as DMU, sabemos que todas as pessoas se comunicam, ainda que em diferentes níveis de simbolização e com formas de comunicação diversas; assim, considera-se que qualquer comportamento poderá ser uma tentativa de comunicação.
Propõe-se que :
O ambiente seja estabelecido de rotinas claras e uma comunicação adequada, onde as
atividades multisensoriais garantam o aproveitamento de todos os sentidos e que sejam atividades que proporcionem uma aprendizagem significativa com oportunidades de generalizar para outros ambientes e pessoas.


A pessoa com deficiência múltipla ou surdocegueira necessitam de um ambiente reativo, isto é, que responda a suas iniciativas. Seu tempo de resposta deve ser respeitado e a habilidades de fazer escolhas deve estar dentro de suas atividades programadas.

Exemplos de atividades:
         




Bibliografia:

Vula Maria Ikonomidis, DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA SENSORIAL
A educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: Surdocegueira e Deficiência Múltipla

segunda-feira, 17 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ- AEE PS

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ- AEE PS


                                                              Cristiane Pereira da Silva

    Várias propostas e abordagens para a educação de pessoas com surdez têm surgido ao longo dos tempos, existindo um embate entre gestualistas e oralistas. Essa discussão ocorre em relação a políticas públicas, pesquisas científicas e em ações pedagógicas destinadas aos alunos com surdez. Embora, no meio dessa discussão em relação a aceitação de uma língua ou de outra, as pessoas com surdez ficam com as suas potencialidades desfavoráveis, relegadas a uma condição excludente ou a uma minoria.
     A pessoa com surdez não deve ser considerada como um deficiente, pois é apenas uma pessoa que apresenta perda auditiva, conforme Damázio e Ferreira (2010):

                              “Não vemos a pessoa com surdez como deficiente, pois ela não é, mas tem perda sensorial auditiva, ou seja, possui surdez, o que a limita biologicamente para essa função perceptiva”.

      Ainda assim existe certa dicotomização entre pessoas com surdez e ouvintes, fazendo com que o aprendizado da pessoa surda fique negligenciado, mas o Atendimento Educacional Especializado para a pessoa com surdez veio para mudar essa realidade.
       Nessa perspectiva vale ressaltar que o ambiente escolar das pessoas com surdez deve ser estimulador, com profissionais qualificados e com práticas pedagógicas adequadas para facilitar a compreensão e o aprendizado do aluno com surdez. Pois de acordo com Damázio e Ferreira (2010)

                          “O fracasso do processo educativo das pessoas com surdez é um problema da qualidade das práticas pedagógicas e não um problema somente focado nessa ou naquela língua”.

         No Atendimento Educacional Especializado para a pessoa com surdez, é primordial que o professor de AEE reconheça e compreenda o potencial e a capacidade do aluno surdo para poder desenvolver sua aprendizagem, ao realizar o plano individual para o aluno com surdez o professor de AEE, deve se atentar para os três momentos didáticos pedagógicos:
          AEE em libras, AEE para o Ensino de Língua Portuguesa, AEE para o Ensino de Libras.
           Portanto o Atendimento Educacional Especializado para a pessoa com surdez deve oferece práticas pedagógicas e recursos didáticos motivadores para que o aluno com surdez consiga aprender conforme suas possibilidades.
                                                                                            
 
Bibliografia:
Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar.
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010.
                


                                                          

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